OS
PINTORES DO BRASIL
AS FASES DA ARTE NO BRASIL E A SEMANA DE ARTE MODERNA
AS FASES DA ARTE NO BRASIL E A SEMANA DE ARTE MODERNA
Semana de Arte Moderna.
Foi um
evento realizado de 11 a 18 de
fevereiro, em 1.922 no Teatro Municipal de
São Paulo , que reuniu literatura,
pintura, arquitetura, escultura e música para
defender a Arte moderna baseada na
realidade brasileira.
Entre os artistas participantes estavam os pintores Di Cavalcanti e Anita Malfatti, os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade e o músico Heitor Villa – Lobos.
Entre os artistas participantes estavam os pintores Di Cavalcanti e Anita Malfatti, os escritores Mário de Andrade e Oswald de Andrade e o músico Heitor Villa – Lobos.
Os pintores do
Brasil:
1 - José Cândido Portinari
2 - Tarsila do Amaral
3 - Pedro Américo
4- Antônio Francisco da Silva (o Aleijadinho)
5- José Ferraz de Almeida Junior.
6- Emiliano Di Calvacanti.
7- Anita Malfatti.
1 - José Cândido Portinari
2 - Tarsila do Amaral
3 - Pedro Américo
4- Antônio Francisco da Silva (o Aleijadinho)
5- José Ferraz de Almeida Junior.
6- Emiliano Di Calvacanti.
7- Anita Malfatti.
As fases da arte no Brasil
Em cada época
da história do Brasil houve um tipo de arte.Vamos conhecer um pouco sobre
isso.
1- Os desenhos em cavernas são os primeiros sinais de arte por aqui. Eram desenhos e objetos feitos pelos índios a 32.000 anos.
2- Arte colonial:eram desenhos e esculturas feitos pelos colonizadores vindos de outros países para colonizar o Brasil.
1- Os desenhos em cavernas são os primeiros sinais de arte por aqui. Eram desenhos e objetos feitos pelos índios a 32.000 anos.
2- Arte colonial:eram desenhos e esculturas feitos pelos colonizadores vindos de outros países para colonizar o Brasil.
3- Arte Barroca: Entre os temas mais preferidos do Barroco está a pintura religiosa em que, por exemplo, as roupas dos santos têm muitas obras e bastante movimento.
4-Arte moderna:
A preocupação era de propor novas maneiras
de fazer, sentir e ver a arte. No Brasil, os
artistas começaram a se envolver em obras modernas
principalmente a partir da Semana de
Arte Moderna, em 1922.
5- Arte expressionista: nela o
artista mostra seus sentimentos e emoções
através de figuras deformadas e cores
fortes.
6- Artes
impressionista: pintavam principalmente a
natureza e cenas do dia a dia.
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CANDIDO PORTINARI
Candido Portinari
nasceu em Brodosqui, uma pequena
Cidade do interior de São Paulo
, no ano de 1903 .Desde pequeno gostava
muito de desenhar .
Ainda não tinha dez anos, quando pintou as estrelinhas do teto da igreja da sua cidade . Com quinze anos pegou o trem para o Rio de Janeiro, matriculando-se na escola Nacional de Belas Artes ,onde teve ensinamentos sobre a arte acadêmica. Em 1928 ganha o Prêmio de Viagem da Exposição Geral de Belas Artes e foi para a França.
Durante o tempo que passou lá,
não parou de pensar no Brasil : na sua cidade e nas história de sua infância.
Quando voltou, ,influenciado pela pintura européia da época, pintou uma
porção de quadros com assuntos brasileiros. As cenas de jogos infantis e dos
trabalhadores foram as que mais pintou .Portinari pintou
tanto que as tintas lhe fizeram mal envenenando-o
. Ele morreu em 1962 , aos 58 anos,deixando
mais de 4000 obras.
Vamos observar nas suas
telas, uma pintada com têmpera e outras com tinta óleo, quais as formas e
as cores que ele usou para criar essas cenas.
Além das telas, Portinari fez desenho, ilustrações e muitos murais, que o deixaram famoso em vários países. Em seus murais, usava cores escuras para pintar pessoas desproporcionais. No quadro O MESTIÇO, exagerou no tamanho do desenho para destacar a figura do homem brasileiro em seu trabalho com a terra.
No quadro O Lavrador de
Café o modelo aparece bem
mais musculoso do que o
normal . A figura deformada com pés e mãos enormes
é o que aproxima do Pintor
Portinari ao expressionismo.
Aumentar o tamanho do corpo de seus personagens era o jeito que o artista usava para mostrar a importância do trabalhador brasileiro. |
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As Obras de Portinari
Portinari nos deixou mais de 4.000 obras. Nós iremos conhecer algumas delas.
1-Quadros:
a) O sapateiro de Brodósqui. b) Menino com pião. c) Lavadeiras. d) Grupos de meninas brincando. e) Menino com carneiro. f) Cena rural g) Mestiço. h) O lavrador de café . 2-Retratos a) Poeta Oligário Mariano.
3-Painéis:
a) Guerra e paz-está no prédio das Nações Unidas em Nova York. b) Decorou prédios ,igrejas, bancos e escolas.
4-Ilustracões:
a) Ilustrou o livro Menino de Engenho,escrito por José Lins do
Rego.
b) Com lápis de cor fez várias telas inspirado no romance Dom Quixote de la Mancha,do escritor Miguel de Arvantes.
Materias usados por Portinari
Telas, tintas a óleo, grafite, areia com tinta, lápis de cor, giz de cera, etc. |
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TARSILA DO AMARAL
Tarsila do Amaral nasceu em
primeiro de setembro de 1886 na fazenda São Bernardo,
município de Capivari, interior de São Paulo. Era de família rica, com
diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e a adolescência.
Estuda em São Paulo e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, O Sagrado Coração de Jesus, aos 16 anos. Vamos conhecer algumas datas importantes na vida dessa pintora. 1.906 casa- se com André T.Pinto com quem teve uma única filha. 1916 Separa-se e começa a estudar escultura. 1920 Embarca para a Europa com o objetivo de ingressar na Adémie Julian em Paris. 1922 Tem uma tela sua aceita no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse ano volta ao Brasil e se junta com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco”, que eram os principais intelectuais da época. Começa a namorar Oswald Andrade, e embora não tenha participado da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil. |
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1923-Volta à Europa e tem contato com os modernistas que lá se
encontravam: intelectuais, pintores, músicos
e poetas.
1924-Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileira.
1926-Expõe com
sucesso em Paris e casa-se com Oswald de Andrade.
1928-Pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário para seu marido que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico. 1929-Expõe individualmente pela primeira vez no Brasil. 1930-Separa-se de Oswald de Andrade. 1933-Pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil. 1934- Participa da I Salão Paulista de Belas Artes. De 1936 à 1952- Trabalha como colunista nos Diários Associados. 1951-Participa da I Bienal de São Paulo. 1963-Tem sala especial na VII Bienal de São Paulo. 1964-Tem participação especial na XXXII Bienal de Veneza. 17 de janeiro de 1973- Falece em São Paulo com 86 anos. Algumas obras de Tarsila do Amaral: 1-Batismo 2-Dois Meninos Sentados 3-Fazenda 4-A Negra 5-Estrada de Ferro Central do Brasil 6-Paisagem Rural 7-Congonhas/Minas 8-Floresta 9-Boiada 10-Costureiras 11-Operários 12-O ovo [Urutú] 13-Morro da Favela 14-O lago 15-A lua 16-Sol poente 17-Carnaval em Madureira 18-Abaporu Ajudantes: Yasmin, Camila, Ariane e Aline |
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Abaporu
Tarsila descreveu o Abaporu
como “uma figura solitária monstruosa,
pés imensos, sentada numa planície verde, o braço dobrado
repousando num joelho, a mão sustentando o peso-pena da cabecinha minúscula.
Em frente, um cacto explodindo numa flor
absurda”. A partir de comentários de
uma amiga que dizia que suas pinturas
“antropofágicas”(1928/1930) lembravam-lhe seus
pesadelos, Tarsila identifica a origem de
sua pintura desta fase: “só então
compreendi que eu mesma havia realizado imagens subconscientes
sugeridas por histórias que ouvira em criança ,”contadas na
hora de dormir pelas velhas negras da fazenda“. Segui
apenas uma inspiração sem nunca prever
seus resultados. Aquela figura monstruosa, de
pés enormes, plantados no chão brasileiro
ao lado de um cacto, sugeriu a
Oswald de Andrade a idéia da terra,
do homem nativo, selvagem, antropófago...” (citações
da obra de Aracy Amaral).
As cores de Tarsila
Tarsila tinha natural
predileção pelas cores que lhe falavam o calendário das festas populares do
interior paulista. “Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras segui o
ramerão do gosto apurado... mas depois vinguei-me da opressão, passando-as
para minhas telas, azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde
cantante, tudo em gradações mais ou menos fortes, conforme a mistura do
branco. Pintura limpa, certa estilização que a adaptava à época moderna.
Contornos nítidos, dando a impressão perfeita da distância que separa um
objeto de outro”.
Mestiço" 1934
Cândido Portinari
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