quarta-feira, 23 de outubro de 2013

OS PINTORES DO BRASIL  
AS FASES DA ARTE NO BRASIL E A SEMANA DE ARTE MODERNA
Semana  de  Arte   Moderna.

Foi  um  evento  realizado  de  11 a  18  de  fevereiro,  em  1.922  no  Teatro Municipal  de  São  Paulo  ,  que  reuniu  literatura,  pintura,  arquitetura, escultura  e  música  para  defender  a  Arte  moderna  baseada  na  realidade  brasileira.  
Entre  os  artistas  participantes  estavam  os  pintores  Di  Cavalcanti  e  Anita  Malfatti,  os  escritores  Mário  de  Andrade  e  Oswald de Andrade e  o  músico  Heitor  Villa – Lobos.
Os  pintores  do  Brasil: 
1 - José  Cândido  Portinari  
2 - Tarsila  do  Amaral  
3 - Pedro  Américo 
4-  Antônio Francisco da Silva (o Aleijadinho) 
5-  José  Ferraz  de  Almeida  Junior. 
6-  Emiliano   Di  Calvacanti.  
7-  Anita Malfatti.

As fases da arte no Brasil
Em cada época da história do Brasil houve um  tipo de arte.Vamos conhecer um pouco sobre isso. 
1- Os desenhos em cavernas  são os primeiros sinais de arte por aqui. Eram desenhos e objetos  feitos pelos índios a 32.000 anos.  
2- Arte colonial:eram desenhos e esculturas feitos pelos colonizadores vindos de outros países para colonizar o Brasil.

3- Arte  Barroca: Entre  os  temas  mais  preferidos  do  Barroco  está  a  pintura  religiosa  em  que, por  exemplo, as  roupas  dos  santos  têm  muitas  obras  e  bastante  movimento.
4-Arte  moderna: A  preocupação  era  de propor  novas  maneiras  de  fazer, sentir  e  ver a  arte. No  Brasil, os artistas  começaram a se envolver  em  obras  modernas principalmente  a  partir  da  Semana  de  Arte  Moderna, em  1922.
5- Arte  expressionista: nela  o  artista  mostra  seus  sentimentos  e  emoções  através  de  figuras  deformadas  e  cores  fortes.
6- Artes  impressionista: pintavam  principalmente  a  natureza   e  cenas  do dia a dia.

CANDIDO    PORTINARI
 Candido  Portinari  nasceu  em  Brodosqui, uma  pequena   Cidade   do   interior  de  São  Paulo ,  no  ano  de  1903 .Desde pequeno  gostava  muito  de  desenhar  .
 Ainda  não  tinha  dez anos, quando  pintou  as  estrelinhas  do  teto  da  igreja da  sua  cidade . Com  quinze  anos  pegou  o trem  para  o  Rio  de  Janeiro, matriculando-se   na  escola  Nacional   de  Belas  Artes ,onde  teve  ensinamentos  sobre  a  arte acadêmica. Em 1928 ganha  o  Prêmio de  Viagem   da   Exposição  Geral  de  Belas  Artes  e  foi  para  a   França.
 Durante o tempo que passou lá, não parou de pensar no Brasil : na sua cidade e nas história de sua infância. Quando voltou, ,influenciado pela pintura européia da época, pintou uma porção de quadros com assuntos brasileiros. As cenas de jogos infantis e dos trabalhadores foram as que mais pintou .Portinari  pintou  tanto  que  as tintas lhe fizeram mal  envenenando-o  .  Ele morreu em  1962 ,  aos 58  anos,deixando  mais de 4000 obras.
Vamos  observar  nas suas telas, uma pintada com têmpera e outras com tinta óleo, quais as formas e as  cores que ele usou para criar essas cenas.
Além das  telas, Portinari fez desenho, ilustrações e muitos murais,  que o deixaram famoso em vários países. Em seus murais, usava cores escuras para pintar  pessoas desproporcionais. No quadro O MESTIÇO, exagerou no tamanho do desenho para destacar a figura do homem brasileiro em seu trabalho com a terra.
No quadro O  Lavrador de  Café  o modelo   aparece  bem  mais    musculoso   do  que   o  normal .  A figura   deformada com pés e mãos enormes  é  o  que aproxima  do  Pintor   Portinari   ao   expressionismo.
Aumentar o  tamanho  do corpo  de seus personagens  era  o  jeito  que o artista usava para mostrar a  importância do trabalhador  brasileiro.


 


As Obras de Portinari
Portinari nos deixou mais de 4.000 obras. Nós iremos conhecer algumas delas.
1-Quadros:
a) O sapateiro de Brodósqui.
b) Menino com pião.
c) Lavadeiras.
d) Grupos de meninas brincando.
e) Menino com carneiro.
f) Cena rural
g) Mestiço.
h) O lavrador de café .
2-Retratos
a) Poeta Oligário Mariano.
3-Painéis:
a) Guerra  e paz-está no  prédio das  Nações  Unidas  em   Nova  York.
b) Decorou prédios ,igrejas, bancos e escolas.
4-Ilustracões:
a) Ilustrou  o livro Menino de Engenho,escrito por José Lins do Rego.
b) Com lápis de cor fez  várias telas inspirado no romance Dom Quixote  de la Mancha,do escritor Miguel  de Arvantes.
Materias usados por Portinari
Telas, tintas a óleo, grafite, areia com tinta, lápis de cor, giz de cera, etc. 

TARSILA DO AMARAL
Tarsila do  Amaral nasceu em primeiro  de  setembro de 1886 na fazenda  São  Bernardo, município de Capivari, interior de São Paulo. Era de família rica, com  diversas fazendas nas  quais  Tarsila  passou a infância e a adolescência.
Estuda em São Paulo e completa seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pinta seu primeiro quadro, O Sagrado Coração de Jesus, aos 16 anos.
Vamos  conhecer algumas datas importantes na  vida  dessa pintora.
1.906 casa- se  com André T.Pinto com quem teve  uma única filha.
1916 Separa-se e começa a estudar escultura.
1920 Embarca para a Europa com o objetivo de ingressar na Adémie Julian em Paris.
1922 Tem uma tela sua aceita no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse ano volta  ao Brasil e se junta com os intelectuais do grupo modernista. Faz parte do “grupo dos cinco”, que eram os principais intelectuais da época.
Começa a namorar Oswald Andrade, e embora  não  tenha participado da “Semana de 22” integra-se ao Modernismo que surgia no Brasil.
1923-Volta à Europa e tem contato com os modernistas que lá se encontravam: intelectuais, pintores, músicos e poetas.
1924-Inicia sua pintura “pau-brasil” dotada de cores e temas acentuadamente brasileira. 
1926-Expõe com sucesso em Paris e casa-se com Oswald de Andrade.
1928-Pinta o “Abaporu” para dar de presente de aniversário para seu marido que se empolga com a tela e cria o Movimento Antropofágico.
1929-Expõe individualmente pela primeira vez no Brasil.
1930-Separa-se de Oswald de Andrade.
1933-Pinta o quadro “Operários” e dá início à pintura social no Brasil.
1934- Participa da I Salão Paulista de Belas Artes.
De 1936 à 1952- Trabalha como colunista nos Diários Associados.
1951-Participa da I Bienal de São Paulo.
1963-Tem sala especial na VII Bienal de São Paulo.
1964-Tem  participação  especial na XXXII Bienal de Veneza.
17 de janeiro de 1973- Falece em São Paulo com 86 anos.
Algumas obras de Tarsila do Amaral:
1-Batismo
2-Dois Meninos Sentados
3-Fazenda
4-A Negra
5-Estrada de Ferro Central do Brasil
6-Paisagem Rural
7-Congonhas/Minas
8-Floresta
9-Boiada
10-Costureiras
11-Operários
12-O ovo [Urutú]
13-Morro da Favela
14-O lago
15-A lua
16-Sol poente
17-Carnaval em Madureira
18-Abaporu
Ajudantes: Yasmin, Camila, Ariane e Aline
Abaporu 
        Tarsila  descreveu   o  Abaporu    como  “uma  figura   solitária  monstruosa,  pés imensos, sentada numa planície   verde, o braço dobrado repousando num joelho, a mão sustentando o peso-pena da cabecinha minúscula. Em  frente, um  cacto  explodindo  numa  flor  absurda”. A  partir  de  comentários  de   uma  amiga  que  dizia  que  suas  pinturas “antropofágicas”(1928/1930)  lembravam-lhe   seus  pesadelos, Tarsila  identifica  a  origem  de  sua  pintura  desta  fase: “só  então  compreendi  que eu  mesma  havia realizado imagens subconscientes  sugeridas por  histórias  que ouvira  em criança ,”contadas na hora  de dormir  pelas velhas  negras da fazenda“. Segui  apenas  uma  inspiração  sem  nunca  prever  seus resultados. Aquela   figura  monstruosa, de  pés  enormes, plantados  no  chão  brasileiro  ao  lado  de  um  cacto, sugeriu  a  Oswald  de  Andrade  a  idéia  da  terra, do  homem  nativo, selvagem, antropófago...” (citações  da  obra  de  Aracy   Amaral). 
 As cores de Tarsila
 Tarsila tinha natural predileção pelas cores que lhe falavam o calendário das festas populares do interior paulista. “Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras segui o ramerão do gosto apurado... mas depois vinguei-me da opressão, passando-as para minhas telas, azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo,  verde cantante, tudo em gradações mais ou menos fortes, conforme a mistura do branco. Pintura limpa, certa estilização que a adaptava à época moderna. Contornos nítidos, dando a impressão perfeita da distância que separa um objeto de outro”. 


Mestiço" 1934 
Cândido Portinari




Nenhum comentário:

Postar um comentário